“Foste a minha desilusão, mas certamente a minha maior paixão
Relembro tudo o que passámos, mas de repente tudo mudámos
Mas sei que nada foi em vão, podem dizer que sim, mas eu sei que não
Não paro de pensar em tudo isto, porque grande parte da minha vida resumiu-se nisto
Sempre foste o mais importante e agora tudo mudou num instante
Nem sei porque ficámos assim, mas foste tu que puseste o fim”
E depois disto tudo?
Aprendi a levar tudo na ironia. Aprendi a concretizar as minhas palavras sempre com alguma "piada" no final, mesmo quando o assunto é sério. Aprendi a não dar tanta atenção a certos factos, mesmo quando devo. Habituei-me a ignorar certas coisas, a fingir que não dou importância até eu mesma acreditar nisso. Mordo os lábios e faço sempre aquela cara de “eu avisei-te” quando alguma coisa sai da forma que eu julgava que ia sair. Sorrio para esconder a minha dor, uso o meu sarcasmo, o meu excesso de bom humor e faço as pessoas queimarem-se nas próprias palavras. E o porquê disso? Um coração cheio de mágoas e decepções.
Podem dizer isto ou aquilo, mas ninguém conhece o que se passa de verdade na minha cabeça, e sim tenho que agradecer à minha melhor amiga e “irmão” por estarem sempre lá quando mais preciso, por me apoiarem incondicionalmente, fazerem-me ver o que está certo do que está errado, acreditarem em mim, deixarem-me à vontade para que possa dizer isto ou aquilo, sem nunca me julgarem pelas minhas atitudes, e dando-me sempre as palavras certas no momento certo. Fazem-me rir e ter os melhores momentos, alinham nas minhas parvoíces e eu nas deles, sabem-me ouvir e estarão do meu lado sempre, sempre, mas acreditem que sem vocês eu nem era metade do que sou hoje. Apenas vos agradeço por tudo, porque não consigo arranjar outras palavras que o melhor expresse. Na verdade esta foto nem sequer és das melhores, mas sem dúvida ninguém consegue ter momentos como estes que nós temos.
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